Pesquisar este blog

Nosso Blog é melhor visualizado no navegador Mozilla Firefox.

Total de visualizações de página

Translate

Seguidores

Mostrando postagens com marcador Pretos velhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pretos velhos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Correntes ancestrais: os pretos-velhos do Rosário

Rafael de Nuzzi Dias: Correntes ancestrais: os pretos-velhos do Rosário. Dissertação de mestrado em Psicologia (USP – ano 2011): Complexa e abundante em possibilidades de conformação, a possessão umbandista possui suas margens estabelecidas por alguns tipos de personagens retirados da experiência histórica e da memória coletiva brasileira. Essas categorias organizam dizeres a partir de perspectivas enunciativas próprias, posições simbolicamente articuladas com potencial para produzir determinados sentidos. Nesse ínterim, o preto-velho emerge como entidade espiritual proeminente, recorrente presença no quadro da religiosidade afro-brasileira, sobretudo da umbanda. Afinado com o renovado interesse científico pelo tema nas últimas décadas, o presente estudo objetivou investigar o universo simbólico da categoria espiritual preto-velho, e desvendar significados e alcances dos seus usos rituais e etnopsicológicos na religiosidade umbandista. Para tanto, foi desenvolvido trabalho de campo em quatro terreiros de umbanda da região de Ribeirão Preto-SP, tendo sido um deles, o Terreiro de Umbanda Pai José do Rosário, escolhido como caso-modelo para a apresentação dos resultados e análises. O trabalho de campo foi desenvolvido a partir de uma abordagem do fenômeno pela via da escuta participante, refinamento do método da observação participante concebido pelo aporte da escuta psicanalítica lacaniana que, tomada como ferramenta heurística, permite recuperar e acessar sentidos sutis ocultos nos rituais e nas narrativas dos sujeitos inerentes à possessão. Além disso, foram feitas entrevistas semiestruturadas com médiuns desincorporados e incorporados por seus pretos-velhos. As análises dos dados foram realizadas com base na psicanálise lacaniana, sobretudo no que tange à noção de um inconsciente semiótica e socialmente estruturado, com vistas a perscrutar a dimensão histórica e coletiva do sujeito a partir de seus atos executados diante de um pesquisador transferencialmente implicado. Entidades mobilizadoras de um vasto repertório de símbolos cujo potencial abrange múltiplos desdobramentos semânticos, os pretos-velhos revelaram-se entidades complexas, capazes de assumir várias conformações distintas a partir de suas referências essenciais enquanto escravos e ancestrais. Etnopsicologicamente, os pretos-velhos mostraram-se espíritos fundamentalmente mediadores e integradores, subsidiando articulações e processos diacrônicos de significância entre passado e presente; vida e morte; adolescência e vida adulta; emoção e razão; corpo e espírito; ação e consequência. Em suma, os pretos-velhos são, no nível das vivências religiosas dos adeptos umbandistas, a mais contundente manifestação daquilo que em psicanálise implica o processo de assunção do desejo do Outro como desejo próprio, característico da conciliação do homem com seu próprio inconsciente, consubstanciado em marcas de filiação e pertencimento contidas na tradição e na cultura de seu povo. Convocam o ser vivente, enfim, a assumir seus inalienáveis, porque fundantes, direitos e deveres enquanto elo de uma corrente ancestral.

Veja mais:

  • Correio Braziliense (19/12/2011): Pesquisador mostra fortes ligações da Umbanda com a história do Brasil: Durante dois anos e oito meses, o pesquisador Rafael de Nuzzi Dias, católico, despiu-se de preconceitos e visitou quatro diferentes segmentos de terreiros de umbanda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para desenvolver um estudo. A experiência resultou na dissertação de mestrado “Correntes ancestrais: os pretos-velhos do Rosário”, que buscou compreender a doutrina sob a ótica social. Uma das mais importantes reflexões que podem ser apreendidas da pesquisa é que o umbandismo está intimamente ligado à história cultural do Brasil. Negros, europeus e índios formaram o país. Bebendo das características religiosas dessas fontes, surgiu, em 1908, no estado do Rio de Janeiro, a umbanda em todo o seu sincretismo. A religião orgulha-se em afirmar que é genuinamente brasileira. >>> Leia mais, clique aqui.

Pesquisador mostra fortes ligações da Umbanda com a história do Brasil

Correio Braziliense (19/12/2011): Pesquisador mostra fortes ligações da Umbanda com a história do Brasil: Durante dois anos e oito meses, o pesquisador Rafael de Nuzzi Dias, católico, despiu-se de preconceitos e visitou quatro diferentes segmentos de terreiros de umbanda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para desenvolver um estudo. A experiência resultou na dissertação de mestrado “Correntes ancestrais: os pretos-velhos do Rosário”, que buscou compreender a doutrina sob a ótica social. Uma das mais importantes reflexões que podem ser apreendidas da pesquisa é que o umbandismo está intimamente ligado à história cultural do Brasil. Negros, europeus e índios formaram o país. Bebendo das características religiosas dessas fontes, surgiu, em 1908, no estado do Rio de Janeiro, a umbanda em todo o seu sincretismo. A religião orgulha-se em afirmar que é genuinamente brasileira. Segundo a Federação Brasileira de Umbanda, são cerca de 5,3 mil terreiros afiliados no país atualmente. Mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), Dias faz parte do grupo que integra o Laboratório de Etnopsicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP em Ribeirão Preto (FFCLRP/USP), coordenado pelo professor José Miguel Bairrão. O objetivo do seu trabalho foi tentar entender como a cultura, os símbolos e os dispositivos que compõem os saberes são utilizados para elaborar questões que podiam ser chamadas de psicológicas. Com a aplicação da etnopsicologia, relativa às raças, procurou-se compreender como a cultura religiosa modela o lado psicológico do indivíduo. >>> Leia mais, clique aqui.

Veja mais:

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pretos-Velhos: Oráculos, crença e magia entre os cariocas

Pretos-Velhos: Oráculos, crença e magia entre os cariocas (Monica Dias de Souza)

Tese de doutorado em Antropologia Cultural (IFCS/UFRJ) >>> Data da defesa: 20/12/2006.

Resumo: Esta tese parte da seguinte pergunta: O significa a divinização de escravos nos ritos contemporâneos em que se cultuam os pretos-velhos? Para compreender por que motivo os escravos são divinizados na contemporaneidade em ritos públicos e privados, além de detalhada etnografia de rituais que praticam a devoção aos pretos-velhos, foi também feita uma análise das representações dos participantes desses rituais. O culto aos pretos-velhos remete a narrativas contemporâneas do cativeiro, sendo símbolo que sustenta múltiplos entendimentos sobre a escravidão brasileira e atualiza seus significados através de rituais religiosos. Os pretos-velhos são reconhecidos como "espíritos de escravos" e entidades cultuadas na umbanda. O culto faz parte da cultura popular religiosa brasileira, estando presente em diferentes religiões do campo espírita. Por esse motivo, observei rituais na barquinha, em casas de candomblé, na umbanda, em grupos que seguem a doutrina de Alan Kardec e na arca. A presença dos pretos-velhos não está restrita ao universo religioso público, é cultuado em ritos privados, sendo este um aspecto que demonstra o vigor da prática umbandista e das modelações religiosas, que apresentam novas faces deste culto. Sua presença neste âmbito privado reforça o sentido de familiaridade que tais entidades representam, pois são nominadas pelos evocativos de "pai", "tio", "tia", "avó", expressando vínculos de consangüinidade que fortalecem os laços entre o ente e seu devoto. Neste trabalho constatamos que a devoção aos pretos-velhos reflete a construção social da identidade nacional, implicada na pertinência de resgatar a afinidade como o cativeiro. Finalmente, pergunta-se em que medida esta identidade - construída nesse campo e que afeta pessoas de todas as classes, - está sendo substituída por outra concepção de escravidão, de negro e de nação. Esta última questão certamente demandará trabalhos futuros para ser melhor respondida. >>> Palavras-chave: arca; barquinha; escravidão; preto-velho; ritos religiosos.


Veja mais:

terça-feira, 22 de junho de 2010

Toques do preto-velho



Jornal Clara Palavra

Edição Maio/Junho 2010 (pág.4 e 5)



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Umbanda de pretos-velhos: a tradição popular de uma religião

Umbanda de pretos-velhos: a tradição popular de uma religião

Etiene Sales de Oliveira

Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UNILASALLE, Niterói - RJ)

Data da defesa: ano de 2005.

Resumo: Este trabalho foi uma tentativa de mostrar um pouco da ramificação da religião de Umbanda chamada Umbanda de pretos-velhos, praticada no Centro Espírita São João Batista. Uma casa de Umbanda com suas raízes no Candomblé de Caboclo e no Culto Omolokô (das antigas casas de Macumba do Rio de Janeiro), mas que também recebeu influências do Catolicismo Popular e do Espiritismo Popular brasileiro.

Também mostramos com a Umbanda se desenvolveu de maneira heterogénea dentro e fora do culto afro-brasileiro no sincretismo, e o quanto é importante conhecer suas ramificações e o que é praticado dentro delas. Cada casa, cada ramificação da Umbanda é um pequeno universo religioso com seus ritos, sua doutrina, seus fundamentos e práticas e tudo isso tem um grande valor cultural, uma cultura religiosa, muito grande.