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domingo, 2 de outubro de 2011

Casa onde foi fundada a umbanda, em São Gonçalo, será demolida esta semana

Extra online (02/10/2011): Casa onde foi fundada a umbanda, em São Gonçalo, será demolida esta semana: A estrutura metálica já está pronta para receber o telhado do novo galpão que vai ocupar o número 30 da Rua Floriano Peixoto, em Neves, São Gonçalo. Dentro do terreno, uma casinha centenária aguarda a demolição marcada, segundo o proprietário, ainda para esta semana. Poderia ser uma simples obra, não fosse um detalhe: a casa rosa, com a pintura já castigada pelos anos, é a última testemunha do nascimento da umbanda. Foi no imóvel — que ocupava o centro de uma chácara, no início do século 20 —, que Zélio Fernandino de Moraes, então com 17 anos, dirigiu a primeira sessão da religião. Era 16 de novembro de 1908. A umbanda é a única manifestação religiosa 100% brasileira. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 25 de setembro de 2010

Falecimento de Dona Zilméia de Moraes Cunha

Falecimento de Dona Zilméia de Moraes Cunha, filha de Zélio Fernandino de Moraes, faleceu no dia 16 de setembro de 2010, em Ilha Bela, SP.


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domingo, 23 de maio de 2010

Festa cigana: festa de um povo

O Globo / Extra / Ilha

Domingo, 23 de maio de 2010, pp. 1, 6-7.

Festa Cigana


Comunidade que vive no bairro [Ilha do Governador] organiza no próximo sábado [29 de maio], o III Encontro Kalon Latatcho, para divulgar sua cultura.



Festa de um povo

Comunidade cigana que vive na Ilha realiza encontro para contar histórias e mostrar sua cultura


Patricia de Paula

patricia.paula@oglobo.com.br;
patricia.paula@extra.inf.br


Eles têm emprego fixo, 13º salário e direito a férias. Não moram propriamente em tendas, mas em casas espalhadas pela Ilha e trabalham nas profissões mais normais do mundo. São professores, vendedores, policiais... E, acima de tudo, são ciganos. Mesmo levando uma vida de gente como a gente, o sangue que corre forte nas veias não os deixa jamais esquecer as tradições e a cultura que sempre despertaram a atenção e o fascínio das pessoas. Para estreitar ainda mais os laços com os insulanos, levando um pouco de sua história para todos, a comunidade da Ilha — formada por cerca de 300 ciganos — vai realizar o III Encontro Kalon Latatchos, no dia 29. A data não foi escolhida ao acaso. É no mês de maio que se comemora o Dia do Cigano, instituído pelo governo Lula em 2006. A data é dedicada à padroeira, Santa Sara Kali.


Para o cigano Áureo Ramos, professor e historiador, a interação entre todos é importante para desmitificar certos preconceitos que se formaram sobre o povo ao longo dos séculos.


— Sempre fomos muito perseguidos.


Diziam que éramos filhos de Caim, só para se ter uma ideia. Muitas pessoas confundem com religião também. Além da fama de sermos ladrões de criancinhas. Para que vamos roubar se sabemos fazer, não é mesmo? — questiona Ramos, que é da etnia Kalon.


Ele conta que há ciganos que negam suas origens, com medo de serem perseguidos: — Meu pai era assim. Ele fugiu da Argentina para o Brasil e não permitia que seguíssemos as nossas tradições. Minha avó, que nunca renegou suas raízes, passava-me tudo escondido. Quando eu fiz 10 anos, ela morreu. E meu sangue cigano começou a gritar forte.


Ramos afirma que as novelas ajudaram a diminuir as perseguições, que ainda acontecem no interior de Sergipe e Minas Gerais, por exemplo. Segundo ele, há cerca de seis mil acampamentos ciganos no Brasil, sendo 15 no Rio.


— Hoje, os maiores problemas que o nosso povo enfrenta são o analfabetismo e a falta de documentação — diz ele, que participa do Movimento de Valorização pelos Direitos Ciganos.


A kalin — como é chamada a cigana da etnia Kalon — Morgana Nunes, de 37 anos, vive nas Pitangueiras com a família.


Ela é uma cigana dos pés à cabeça, com direito a roupas esvoaçantes e coloridas, dente de ouro e tudo.

— Eu dou aula de dança cigana, leio mão, jogo cartas e vejo o futuro na borra de café. Na nossa cultura, o dinheiro que vem da mulher é abençoado e traz prosperidade.


Morgana e o marido, Yuri, são pais de Wladimir e Pablo, de 12 e 11 anos, que já estão prometidos para suas noivas.


— Faz parte de nossa tradição, assim como a mulher se casar virgem. É o sinal da honra da família — conta Yuri, lembrando que, quando acontece um casamento, são sete dias de festa.


Morgana diz que ela e sua família são seminômades, ou seja, costumam ficar mais tempo nos lugares.

— Mas temos nossas tendas e, quando o sangue fala mais alto, pegamos tudo e vamos para o acampamento, onde ficamos seis meses — conta ela, que trabalha duro pela inclusão dos ciganos e ganhou um prêmio do Ministério da Cultura por estimular as crianças a frequentarem a escola: — Sei que é só um grãozinho de areia, mas já é alguma coisa.


O III Encontro Kalon Latatcho está aberto a todos e acontece no próximo sábado, às 13h, no auditório da Biblioteca Municipal Euclides da Cunha (Praça Danaides s/no Cocotá). A entrada é um quilo de alimento não perecível, que será doado para a comunidade cigana de Tanguá.


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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Midiatização traz mudanças no campo religioso

IHU (15/04/2010)

  • Midiatização traz mudanças no campo religioso: Estudiosos da religião e dos meios de comunicação assinalaram que a midiatização da religião está gerando profundas mudanças na concepção da autoridade institucional dos movimentos e grupos religiosos no mundo. A reportagem é de Rolando Pérez e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 14-04-2010. >>> Leia mais, clique aqui.


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terça-feira, 30 de março de 2010

Comidas dos Orixás

O Jornal Alagoas (30/03/2010)

  • Comidas dos Orixás: Quem já comeu acarajé, comida típica baiana, não imagina que a iguaria é também a comida de Iansã – orixá dos bons fluidos e energias positivas – E quem visita em dias de festas, apresentações culturais ou religiosas no Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb) a iguaria é as boas vindas aos visitantes, seja turista ou alagoano. >>> Leia mais, clique aqui.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sua religião é uma escolha pessoal e deve ser respeitada

Estadão (24/03/2010)

Sua religião é uma escolha pessoal e deve ser respeitada


O Estado Brasileiro é laico, ou seja, não tem religião. Tem sim, o dever de garantir a liberdade religiosa. Diz o artigo 5º, inciso VI, da Constituição: ''É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias''.


A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais da humanidade, como afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Entretanto, muitas vezes o preconceito existe e se manifesta pela humilhação imposta àquele que é diferente. No momento em que é humilhado, discriminado, agredido devido à sua crença, ele tem seus direitos constitucionais e seus direitos humanos violados; ou seja, é também vítima de um crime - e o Código Penal Brasileiro prevê punição para os criminosos.


Portanto, que fique claro: religião é um assunto pessoal, entre a sua consciência, entre o seu espírito e o Criador. O que cabe aos outros seres humanos, aos seus irmãos e irmãs, é respeitar a sua escolha. O que cabe aos governos é garantir a sua liberdade de escolha.


O Código Penal Brasileiro, por sua vez, considera crime (punível com multa e até detenção) zombar publicamente alguém por motivo de crença religiosa, impedir ou perturbar cerimônia e ofender publicamente imagens e outros objetos de culto religioso.


Qualquer um que descrimina qualquer tipo de religião ou filosofia espiritualista, templos de umbanda, candomblé, lugares e seus praticantes da Wicca, que celebram a divindade da natureza, não podem ser desrespeitados sob qualquer pretexto. Muito menos xamânicos, ou mesmo os ciganos que são perseguidos e agredidos por causa de sua etnia e de sua religião, mesmo motivo que os condenou ao quase extermínio na Segunda Guerra Mundial, juntamente com os judeus e outras vítimas da intolerância.


Intolerância religiosa é, também, desrespeito aos Direitos Humanos e crime previsto no Código Penal Brasileiro; por isso, não se cale e faça prevalecer seu direito a liberdade religiosa.


Declaração do direito à liberdade religiosa da ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou, em 1981, a Declaração sobre a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação fundadas em religião ou crença desta forma: "Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Este direito inclui a liberdade de ter uma religião ou qualquer crença de sua escolha, assim como a liberdade de manifestar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto em público quanto em particular", diz o primeiro artigo da Declaração da ONU, para, mais adiante, advertir:


"A discriminação entre seres humanos por motivos de religião ou crença constitui uma ofensa à dignidade humana (...) e deve ser condenada como uma violação dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais, proclamados na Declaração Universal dos Direitos Humanos."


Constituição brasileira de 1988, artigo 33

O respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil torna vedada quaisquer formas de proselitismo.


No Brasil, o artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, prevista no texto da Constituição de 1988, determina que a educação religiosa nas escolas públicas assegure "o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedada quaisquer forma de proselitismo". Ou seja: é obrigatório respeitar a liberdade religiosa do aluno; é proibido tentar convertê-lo para esta ou aquela religião.


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sábado, 20 de março de 2010

Dia de Oxum é patrimônio imaterial do Estado do Rio

Extra online (05/03/2010): Dia de Oxum é patrimônio imaterial do Estado do Rio


Fernanda Baldioti


RIO -
Uma lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira transforma o Dia de Oxum, comemorado anualmente no dia 8 de dezembro, em patrimônio imaterial do Estado do Rio. A nova norma, de autoria do deputado Átila Nunes (DEM), determina que festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do estado.


- Vários símbolos afro-brasileiros ultrapassaram a ligação com determinadas religiões. Você não precisa ser budista para ter admiração pelos ensinamentos de Buda, por exemplo, e isso acontece com muita regularidade com símbolos das religiões afro-brasileira. A Candelária e o Cristo deixaram de ser somente monumentos católicos para se tornarem referências do Rio, como a festa de Iemanjá passou a ser uma comemoração carioca. É importante preservar essas manifestações, e as celebrações para Oxum já são típicas na cidade há mais de 300 anos - ressalta Átila Nunes.


Segundo Átila, a proposta só enfrentou resistência da bancada evangélica:

- O Brasil confunde o religioso com a cultura. O importante é que a gente preserve e celebre os grandes símbolos de todas as religiões, como São Jorge. A minha maior dificuldade na Alerj foi na bancada evangélica. Mas, é importante reconhecermos as diferentes manifestações. O dia de Oxum também é dedicado a Nossa Senhora da Conceição.


Oxum é um orixá feminino ligado ao amor de mãe e que domina os rios e as cachoeiras. Segundo as lendas, ela adora ricas vestes e objetos de uso pessoal, como colares, joias, perfumes. Sua imagem é associada à maternidade e à fertilidade. Quando uma mulher tem dificuldade para engravidar é à Oxum que se pede ajuda. Além disso, ela tem funções de cura, e é o orixá do ouro, da riqueza e do amor.


- Os orixás são a energia da natureza. Oxum é não é só a cachoeira em si, mas a energia gerada pela queda d'água. Essa decisão é importante para que possamos ter mais suporte do poder público na hora de realizar as nossas homenagens e confraternizações -, explica Fátima Dantas, diretora da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub).


Também nesta sexta-feira, a Assembleia Legislativa do Rio sedia o I Encontro Sobre Políticas Públicas para Comunidades de Terreiros. O encontro, que conta com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, busca debater o Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa e de Promoção de Políticas Públicas para as Comunidades Tradicionais de Terreiro (PNCT). O Plano visa a combater a intolerância religiosa e assegurar a efetivação do direito à liberdade de consciência e de crença.


Leia mais:

Umbanda vira patrimônio imaterial do estado

A nova cara da umbanda

Revista Galileu Edição 195 - Out de 2007

A nova cara da umbanda


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