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sábado, 30 de abril de 2011

Os exus mirins da umbanda

Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano II, n. 6, Fev. 2010 - ISSN 1983-2850

Os exus mirins da umbanda

Sulivan Charles Barros

RESUMO: O presente trabalho se propõe a considerar a importância da presença de entidades exus mirins no imaginário umbandista. Por se tratar de um estudo pioneiro no campo das ciências sociais da religião, este paper não visa um caráter conclusivo, mas exploratório e instigante, no sentido de levantar algumas questões sobre a inserção destas personagens nesta religião. Torna-se necessário ressaltar que a umbanda acolhe em seu panteão religioso todos aqueles elementos sociais que, postos em estratos inferiores da sociedade ou marginalizados pela mesma, passam à categoria de “deuses” poderosos e atuantes como é o caso de velhos escravos, índios, prostitutas, malandros, delinqüentes, homossexuais, crianças e meninos de rua.

PALAVRAS-CHAVE: exus mirins; meninos de rua; umbanda.

Expressões do corpo e da sexualidade nos rituais de umbanda

Expressões do corpo e da sexualidade nos rituais de umbanda

Cleyde R. Amorim (DCS/UEM)

A religiosidade popular brasileira, desde o período colonial foi marcada pela alegria, pela cantoria e, quando envolve a população de descendência africana e afro-brasileira, a dança e a utilização de instrumentos de percussão são componentes muito freqüentes. A partir de trabalhos de autores clássicos como Nina Rodrigues, Edson Carneiro e Roger Bastide, ao lado de pesquisadores mais recentes como Reginaldo Prandi, Vagner Silva, Luiz Nicolau Parrés, entre outros, é possível chegar às características semelhantes dos diversos movimentos religiosos populares que precederam as religiões hoje conhecidas como afro-brasileiras, em especial o Candomblé e a Umbanda, expressões mais conhecidas delas, como se apresenta a seguir. >>> Leia mais, clique aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

JD - Jornal Diálogo: Com ênfase nas religiões afro-brasileiras online

Pensando a Umbanda (07/02/2011): JD - Jornal Diálogo: Com ênfase nas religiões afro-brasileiras está no ar!!!: Dando continuidade ao processo de socialização do conhecimento FTU(Faculdade de Teologia Umbandista), gostaríamos de divulgar o JD - Jornal Diálogo. Trata-se do primeiro jornal digital de difusão acadêmica sobre teologia das religiões afro-brasileiras. A 1ª edição já está no ar contemplando resumos de todas as conferências e exposições do III Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As Entidades 'Brasileiras' da Umbanda: representações míticas das minorias raciais e nacionais do Brasil contemporâneo

As Entidades 'Brasileiras' da Umbanda: representações míticas das minorias raciais e nacionais do Brasil contemporâneo

Sulivan Charles Barros

No universo plural das religiões afro-brasileiras, ou afro-índio-brasileiras, as entidades espirituais que constituem o panteão especialmente brasileiro, justaposto ao panteão de origem africana formado pelos orixás, são conhecidos como caboclos, mestres ou pelo nome genérico de encantados, concebidos como espíritos de homens e mulheres comuns que morreram ou então passaram diretamente deste mundo para um mundo mítico, invisível, sem ter conhecido a experiência de morrer: diz-se que se “encantaram”. Em todos estes cultos, o sincretismo com o catolicismo é sempre muito expressivo. Uns mais, outros menos, os cultos dos encantados não estão isolados, havendo trocas e influências recíprocas entre eles. Destes cultos, certamente a umbanda é o mais conhecido. Quem já teve a oportunidade de assistir a uma “gira” de um terreiro umbandista pode perceber, no ritual e no ambiente, a presença de elementos de várias religiões. No altar principal, chamado de “congá”, encontram-se imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora, santos como São Lázaro, São Jorge, Cosme e Damião, Orixás, ao lado de estatuetas de Buda, Iemanjá, índios, ciganos, pretos-velhos e, mais dissimuladas, representações que sugerem a figura do diabo (representando os exus e as pombas-giras). Encontram-se, também, nestes “congás”, objetos próprios do rito umbandista (“pembas”, “guias”, “patuás”, etc.), bem como, velas brancas, flores e por vezes ícones cívicos, como a bandeira nacional. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 15 de agosto de 2010

Entre a Caridade e a Cidadania Espiritual – Marchas e Contramarchas nos 84 anos de literatura umbandista

Entre a Caridade e a Cidadania Espiritual – Marchas e Contramarchas nos 84 anos de literatura umbandista

Autoria: Carolina Nathalie Marklew da Luz.

Data da publicação na mídia: 30/04/2009.

Data da publicação no site: 10/07/2009.

Descrição: TCC - Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à FTU-Faculdade de Teologia Umbandista, como requisito parcial para a obtenção do titulo de bacharel em Teologia Umbandista.- Orientador: Antônio José Vieira da Luz.

Resumo: Este trabalho de conclusão de curso teve por objetivo fazer um painel da literatura produzida desde 1925 até os dias de hoje. Desconhecemos alguma publicação que tenha realizado esta tarefa, e em função do volume de obras e autores, optamos por fazer uma abordagem temático-histórica. Esquematicamente dividimos essa literatura em 3 temas básicos que nomeei de "momentos" Etimológico, Doutrinário e Teológico. Preferimos o termo "momento" por entendermos, em consonância com o Prof. Rivas Neto, que a Umbanda é uma "unidade aberta" e está em contínua construção. Os "temas" não estão conseqüentemente "fechados", nem a história de suas concepções doutrinárias imposta por algum tipo de codificação, muito menos por uma teologia finalizada. Entendemos por "momento" este processo incessante de construção e reconstrução que podemos observar nos livros de diferentes autores em diferentes épocas. Em resumo, procuramos mostrar a trajetória do movimento Umbandista a partir de seus escritores indo de uma concepção caritativa da Umbanda - "manifestação do espírito para a caridade", proposta pela primeira obra, até os dias atuais em que se propugna a idéia de que a Umbanda visa resgatar a cidadania espiritual.