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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia 13 de Junho: Dia de EXU na Umbanda


Hoje é Dia de EXU na Umbanda – Dia 13 de Junho – Salve Santo Antônio: Junho é o mês mais esperado por muita gente devido às festas juninas, e principalmente para fazer seus pedidos a Santo Antônio. Vamos saber um pouco mais sobre esse santo tão homenageado na Umbanda.

Salve Santo Antonio! Padroeiro dos Exus. Laroyê Exu

(...) Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobsessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.
  
A falange de Zé Pelintra trabalha junto de Santo Antônio, e é o santo em Zé Pelintra deposita seus pedidos. Nos terreiros e tendas onde desce Zé Pelintra, no dia 13 de junho, ele chega para benzer os pães de Santo Antônio e os distribui aos filhos de fé, para serem guardados com açúcar e durante o ano inteiro o pão permanece sem estragar, para que traga fartura a cada um. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: – Zé Pelintra, cadê Santo Antonio: “Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação”. E assim, Zé Pelintra invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.

Santo Antônio faz parte da primeira linha que é de Oxalá. Os chefes-guia de suas falanges são: Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa.Rita, Santa Catarina, Santo Expedito, São Benedito e São Francisco de Assis. Os santos da linha de Oxalá, penetram nas linhas de quimbanda para desmanchar “trabalhos” feitos para prejudicar as pessoas. >>> Leia mais, clique aqui.

Veja mais:

sábado, 18 de junho de 2011

Sto Antônio de Pemba - Ogum, Exu, Zé Pilintra

Matéria Astral (13/06/2011): Sto Antônio de Pemba - Ogum, Exu, Zé Pilintra: Na tradição católica, de acordo com historiadores, Santo Antônio foi assentado como praça da Infantaria portuguesa por ter intercedido no ‘milagre’ da vitória sobre as forças espanholas e francesas, chegando à patente de Tenente-Coronel.No Brasil, ‘auxiliou’ nas lutas contra o Quilombo dos Palmares (pela Capitania de Pernambuco) e a esquadra de corsários franceses de Duclerc (na Capitania do Rio de Janeiro), ficando no posto de Tenente-Coronel até a Proclamação da República, quando teve seu soldo abolido pelo Marechal Hermes da Fonseca.Sendo identificado como padroeiro de incursões militares e batalhas, o santo frade acabou sincretizado com o orixá Ogum na Bahia, por exemplo. À época da escravidão, os negros eram forçados a abjurar suas crenças por imposição da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo também obrigados a adotarem para si nomes de santos, como Antônio, Benedito, José, João, Pedro etc. Na Umbanda, Santo Antônio é visto como um padrinho destes espíritos de escravos africanos, os pretos velhos, nomeando entidades desta falange.Pode-se conjecturar uma ligação (mas não o sincretismo) de Santo Antônio com Exu porque o matrimônio sela um compromisso de continuidade dos homens (pela família). Exu é o movimento, a dinâmica da vida, promovendo a interação entre Criador e criaturas (comunicação) e a perpetuação dos seres (reprodução). O símbolo deste Orixá é o falo - órgão sexual masculino -, representando a fertilidade. Suas características controversas – provocador, brincalhão, astuto, sensual – o associaram à figura bíblica de Satanás. Por ferir a moral cristã, a Umbanda não o aculturou como divindade; cultua apenas espíritos homônimos de características análogas – os exus e pombogiras, devoltando-lhes homenagens em dia 13/6. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 30 de abril de 2011

Os exus mirins da umbanda

Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano II, n. 6, Fev. 2010 - ISSN 1983-2850

Os exus mirins da umbanda

Sulivan Charles Barros

RESUMO: O presente trabalho se propõe a considerar a importância da presença de entidades exus mirins no imaginário umbandista. Por se tratar de um estudo pioneiro no campo das ciências sociais da religião, este paper não visa um caráter conclusivo, mas exploratório e instigante, no sentido de levantar algumas questões sobre a inserção destas personagens nesta religião. Torna-se necessário ressaltar que a umbanda acolhe em seu panteão religioso todos aqueles elementos sociais que, postos em estratos inferiores da sociedade ou marginalizados pela mesma, passam à categoria de “deuses” poderosos e atuantes como é o caso de velhos escravos, índios, prostitutas, malandros, delinqüentes, homossexuais, crianças e meninos de rua.

PALAVRAS-CHAVE: exus mirins; meninos de rua; umbanda.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Psicanálise e Umbanda: a demonização do Exu como interdição simbólica e intolerância religiosa

Revista Brasileira de História das Religiões – Número 8/setembro de 2010

Psicanálise e Umbanda: a demonização do Exu como interdição simbólica e intolerância religiosa

Prof. Dr. Sidney Oliveira (UFPR)

Resumo: Parte-se neste trabalho de uma reflexão inspirada na vocação social da psicanálise e sua particular investigação e teorização da cultura para, posteriormente, elucidar alguns aspectos da intolerância religiosa por meio da interdição simbólica e imaginária e da destituição política e cultural. O contexto em que se incide esse processo e que será tomado como continente de análise é de uma religião tipicamente brasileira: a Umbanda e, dentro dela, optou-se por investigar uma entidade muito conhecida e, sem dúvida, um das mais polêmicas: o Exu. Parte-se da premissa que o processo de demonização do Exu cumpre especialmente uma função de opressão e desmonte do universo representacional simbólico e cultural.